Quando temos filhos, rompemos o casamento e, depois de um tempo, conhecemos um novo alguém, é normal ficar se perguntando…
“Como vou apresentar meu parceiro ou parceira para as minhas crianças? Será que elas vão gostar dessa pessoa? Será que essa pessoa será boa para elas?”
Além disso, vem aquele medo: “E se eu me separar de novo?” Afinal, filhos precisam de estabilidade, de se sentir amados, de segurança.
Portanto, por meio deste texto, quero compartilhar com você como foi a minha trajetória quando eu conheci o Eduardo, meu noivo e, logo, marido..
1. Dê tempo ao tempo.
Eu sempre tive muito receio de começar um novo relacionamento.
Por isso, esperei completar mais de seis meses de namoro, para ver que as coisas estavam dando certo, para me sentir segura de que tínhamos um futuro duradouro.
Mesmo quando apresentei o Du, eu o chamei de amigo. Aos poucos, meus filhos foram o conhecendo, se acostumando com a presença dele conforme frequentava mais a nossa casa.
Depois de um tempinho, as próprias crianças já perguntavam por ele, perguntavam quando ele viria em casa novamente e realmente demonstraram gostar do Du.
E só aí eu o apresentei como um namorado.
Ao revelar o namoro, tudo depende também da idade dos seus filhos.
Os meus eram pequenos e, nesse caso, eu não precisava explicar TUDO. Porém, as crianças mais velhas são mais espertas, então também não podemos esconder demais, ou eles ficam desconfiados.
É fundamental você manter o elo, a conexão de confiança que você tem com eles, ter essa sensibilidade e encontrar esse equilíbrio.
Você conhece a personalidade dos seus filhos, a idade de cada um ou como eles se comportam. É só levar esses pontos em consideração e ter esse respeito com eles.
Eu nunca tive pressa para casar. Faz cinco anos que eu estou com o Du.
Durante esse tempo, as crianças vivenciaram outros eventos, como o casamento do pai, e isso facilitou muito no entendimento deles de casamento e na aceitação quando chegou a minha vez.
Porque eles compreenderam que a família pode aumentar o quanto for, mas que eles não perderão a posição deles, que eles ainda teriam o pai e a mãe por perto.
É tudo sobre eles entenderem que existe esse respeito mútuo e que eles serão amados e incluídos, não importa o que aconteça.
Chegou no ponto em que meus filhos começaram a perguntar quando eu iria me casar com o Du, a cobrar essa estabilidade da gente.
Então decidimos que era o momento de oficializar.
4. Entenda quem é a pessoa certa para você.
Para finalizar, quero responder ao questionamento que mais me fazem nessa situação: como saber que essa pessoa é a certa, que você pode apresentá-la às suas crianças?
Para a surpresa de muitos, não é apenas uma questão de “tratar os meus filhos bem”. Afinal, tratar qualquer ser vivo bem é o mínimo em todo relacionamento.
O diferencial foi que o Eduardo entende a posição do meu ex-marido como pai dos meus filhos e, mais do que isso, me incentiva a manter uma boa relação com ele.
A pessoa certa é aquela que quer você bem e quer que você cultive bons relacionamentos. Seja com amizades, no trabalho, familiares, o que for.
Espero ter ajudado você que está passando por algo parecido. Tenha paciência, vá aos poucos e lembre-se de que você merece o amor. Não tenha medo desse sentimento e nem das suas crianças.
Adapte as minhas dicas à sua realidade, aos seus filhos e à criação que você deu a eles e, tenho certeza, vai ficar tudo bem.
Um abraço no seu coração,
Ca
R. Padre João Manuel, 755 - Conj. 91
Jardins, São Paulo - 01411-900
Desenvolvido por INDI