Que tipo de vida você quer levar?
É uma pergunta muito forte, não é? Porque nós sempre queremos muito para a nossa vida.
Independentemente do que você deseje para o seu futuro, se tem uma coisa na qual você não deve se basear para tomar suas decisões, é nas comparações.
Por algum motivo, estamos sempre fazendo isso. Seja com nós mesmas, olhando para o passado e contrastando-o com o presente, ou com outras pessoas.
Isso passa a ser um problema quando você se guia a partir disso.
Pois você pode deixar de fazer uma escolha que seria incrível. De viver um amor, de conhecer pessoas novas e experimentar vivências…
Tudo por medo de alguma outra situação do seu passado.
Mas acredito que, ainda pior do que isso, é quando você contrapõe a sua vida com a das outras pessoas.
Principalmente em um mundo de internet, Instagram, TikTok… redes sociais cheias de pessoas que mostram apenas um lado de suas vidas.
E, claro, geralmente é o lado positivo, a parte feliz, boa, rica.
São poucos os que se aventuram a mostrar a parte negativa, porque acredite, minha amiga, ninguém leva uma vida absolutamente perfeita.
Por isso, é perigoso quando você compara a sua imagem, as suas coisas e a sua vida com as dos outros.
Nem tudo aquilo que te mostram é real ou, ao menos, aquilo que é revelado não é o todo. É apenas uma parte dele.
No entanto, eu tenho a impressão de que nós estamos tão acostumadas a contrastar todos os aspectos da nossa vida, que às vezes nos perdemos nisso.
Eu mesma, por exemplo, tenho um costume de criar planilhas para tudo, contrapondo situações, possibilidades…
E essa tendência aumentou com a internet e as “vidas perfeitas” online.
Nisso, ficamos confusas e nos perguntamos se estamos fazendo algo errado, questionando nossas habilidades, qualidades e nos afundando em pensamentos negativos.
É difícil sair dessa pressão que o mundo tenta colocar nos nossos ombros.
Tenho até mesmo um vídeo completo onde reflito mais sobre as comparações que fazemos na vida e dei nele uma dica para ajudar você a superar isso, que vou repetir neste texto.
É algo que, inclusive, eu repasso para os meus filhos, para que eles cresçam saindo um pouco da tendência de comparar.
Eu aprendi isso quando eu mesma estava passando pelos meus momentos de pânico, em que eu não sabia quem eu era ou se eu estava tentando levar a mesma vida que os outros e não a minha própria.
É o que eu faço quando tomo uma decisão errada ou deixo de fazer alguma escolha simplesmente por medo dos resultados dela.
Eu me torno a Observadora. Faço um processo de realmente parar, respirar e pensar sobre o que está acontecendo naquele momento.
Você sai daquela cena, da bagunça da sua cabeça, e tenta ver tudo de fora, para ter uma noção mais geral do mundo e das possibilidades do que pode ser feito.
É o momento em que você conclui racionalmente que não tem como aquela pessoa no Instagram ter uma vida tão perfeita.
Que você pensa que uma situação do seu passado não pode definir o seu presente, pois existem X coisas que são diferentes e que podem levar a um resultado diferente.
Você sai do ciclo vicioso de comparações a partir do momento que você firma os pés no chão e toma as suas decisões por você mesma, não pelos outros, nem pelo medo.
Você se abre para viver, para experimentar, conhecer e amar.
Então eu quero deixar esse convite para você observar.
Observe as coisas ao seu redor. Observe a si mesma. Suas mãos, seus sentidos, seus olhos.
Você é única. Não precisa competir com os outros, não precisa comparar quem você é hoje com quem você já foi ou poderia ser.
Você é. E é isso que importa. Viva sem medo, querida, e seja grata por cada dia.
Um abraço no seu coração,
Cá
R. Padre João Manuel, 755 - Conj. 91
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